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Coisas da Vida

Vamos a votos

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Faltam, precisamente, nove dias para uma das eleições mais importantes nos últimos anos. Portugal está a tentar recuperar de uma crise, inserido numa Europa em crise, económica e social, e aquilo a que os portugueses assistem durante a campanha pouco mais é do que politiquice.

 

Conversa e tempo de antena (obrigatório) para se passar mensagens que ficam no ouvido mas que, na prática, e em governação, de nada servirão ao país. Temos má política, maus políticos e um povo que ainda não sabe qual o rumo que quer para o país. O nível de desinteresse dos portugueses nas eleições poderá levar a uma percentagem de abstenção que, na prática, será superior ao número de votos que vai eleger a totalidade de deputados.

 

Em 2011, a abstenção, pessoas que não foram votar, subiu até aos 41,1%. Quase metade da população eleitora. É o mesmo que dizer que a decisão governativa ficou na mão de metade da população em condições de votar.

 

Ou seja, traduzido em números, os destinos de Portugal foram traçados por um total de 2.813.729 eleitores (2.159.742 no PSD e 653987 no CDS).

Muitas das pessoas que se abstêm, criticam as decisões governativas. 

Desistir, ou deixar o país sem rumo, será algo impensável, e por isso defendo que cada português deve apostar nas propostas em que mais acredita. No entanto, para os que pensam em abster-se, talvez a melhor forma de mostrar insatisfação seja o voto em branco.

Vão lá colocar o papelinho, mas a dizer "não gosto nem concordo com nenhum de vocês!"

 

No entanto, bom seria que estes votos em branco elegessem lugares vazios na Assembleia da República. Talvez desta forma os políticos percebessem que precisam de mudar.

 

Votar num partido, apenas porque não se gosta de outro, ou simplesmente porque não sente simpatia por um candidato, não parece ser a melhor opção. Em causa está mais do que gostos, ao estilo do Facebook.

 

Por esta razão, o chamado voto útil, que os candidatos tentam chamar para si, aproveitando o descontentamento dos eleitores pode vir a ser decisivo nestas eleições. Há uns anos, o Bloco de Esquerda apresentou-se e ganhou força graças à adesão dos descontentes. Com o passar dos anos, o partido perdeu parte desta força.

 

Por isso, sem réstia de dúvidas, a decisão será entre a coligação (actual Governo) e o Partido Socialista. O PS, apesar de estar a tentar puxar mais à esquerda, está incapacitado de governar à esquerda face aos compromissos que Portugal tem na Europa e com os investidores. Por isso, seria últil puxar a CDU ou o BE para uma coligação pós-eleições. Mas, tendo em conta esta incapacidade, os indecisos poderão fugir de dar o seu voto a um partido que, no fim do dia, irá governar com medidas muito semelhantes com as tomadas pela coligação nos últimos quatro anos.

 

O que se pede aos eleitores portugueses é que escolham entre um mal já conhecido e um mal que (admitindo ser diferente da última governação do PS, de José Sócrates) não se sabe para onde vai levar o país!

 

É uma decisão difícil e por isso todos deve participar nela, conscientes de fazer uma escolha que beneficie o país.

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