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Coisas da Vida

Sermão de Cavaco Silva aos autarcas

Aníbal Cavaco Silva insiste em pedir mais "ética" aos autarcas portugueses. Como se a ética não existisse. Mas este pedido não é de todo inocente. A corrupção existe e este discurso do Presidente da República é mais do que prova do estado deplorável em que se encontra o país. metade tenta enganar a outra.

A questão é: porque será tão difícil acabar com isto? O problema da corrupção, ou melhor, da falta de ética (para ser politicamente correcto), começa em situações triviais, em localidades perdidas a que ninguém dá importância. Mas só se mediatizam os grandes esquemas protagonizados por algumas figuras colonáveis.

É nas freguesias mais pequenas, aquelas onde o presidente da Junta, quando aparece nas televisões, se apresenta de camisa aberta e boné do clube de futebol favorito, com ar de quem acabou de colher uma alface na horta das traseiras, que a corrupção passa mais depercebida.

O empreiteiro da zona é o cunhado ou primo e, claro está, a família em primeiro lugar independentemente do que será melhor para as contas públicas. Por isso, as obras ficam no seio familiar.

Os actos de corrupção podem ser tão simples como este: um empreiteiro de Lisboa, habituado a estas andanças, por mais pequena que seja a obra a realizar, (e estou a falar de casos como obras para um condomínio), têm o desplante de oferecer dinheiro ao gestor do condomínio para este aprovar o orçamento apresentado por ele, mesmo que seja o mais caro e o que oferece menos garantias.

Se isto se passa a este nível, onde os orçamentos se ficam pelas centenas, imagine-se o que acontece com as obras de muitos e muitos milhões de euros. Isto dá que pensar mas também justifica porque razão, passado pouco tempo, numa estrada alcatroada de novo, são precisos poucos dias, por vezes horas, para surgirem os buracos no pavimento e nos orçamentos autárquicos.

Por isso é bom que o Presidente da República continue a exigir dos autarcas, e do país, mais ética, para bem da "credibilização da democracia".

Paulo M. Guerrinha

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